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Teste - Kawasaki KX 450F 2012
 

  Aceleramos a nova KX 450F
Celestino Flaire Jr.  
05/01/2012

 


Ninguém esperava essa atitude da fábrica, afinal de contas, a crise mundial continua e poucos estão investindo em seus produtos. Mas a Kawasaki não se importou com a crise, com as dificuldades, e como uma empresa determinada, reformulou sua 450F. O mais engraçado é que essa motocicleta ganhou praticamente todos os comparativos dos dois últimos anos, então podemos dizer que "em time que está ganhando não se mexe."? Errado, seguindo a vontade de nunca ficar satisfeito, a Kawasaki chamou seus engenheiros e pediu uma motocicleta totalmente nova, mas ela não queria somente mudanças na construção, como chassi, motor e visual (leia-se plásticos), ela queria novidade tecnológicas, e lá foram os "pobres" engenheiros da fábrica procurar mudanças, e mais tecnologia. Ela já tinha introduzido algo em seu modelo 2009, a injeção eletrônica, inclusive, neste ano, ela mudou completamente sua moto, com novo chassi e motor, renovados neste novo modelo. Mas a injeçção já virou "carne de vaca", pois todas (exceto a Yamaha YZ 250F e a KTM 450 SX-F, que continuam carburadas) já ofereciam esse sistema, então o que eles poderia fazer para agradar a diretoria da Kawasaki? Um controle de largada? Sim, muitas equipes oficiais, como no mundial, já se beneficiam com essa tecnologia, despejando o que é necessário na hora da largada e logo em seguida, voltar tudo ao normal. E é exatamente isso que esse controle faz, que muda a curva da ignição, entregando potência na medida certa para que a moto não patine, sendo que depois que você muda a marcha para a terceira, tudo volta ao normal. Para acionar esse sistema, basta precionar o botão do controle (igual ao inginer-stop da Honda) por uns três segundos e você aciona o sistema, sendo que segundo a fábria, em 9 mil rpm o motor "perde" em torno de dois cavalos e em 11 mil rpm, "perde" cerca de quatro cavalos de potência. Então deve ser legal largar com o sistema acionado. Incrível? Não, a Kawasaki queria mais, e por que não continuar brincando com entrega de potência? E novamente os engenheiros da fábrica tiraram outro "coelho da cartola" - phugles extras com mapas diferentes. Como? O pugle original vem com um mapeamento standart, enquanto os outros dois com mapa "soft" e Hard", dependendo do estado do terreno da pista. Então quando for treinar ou correr em uma pista arenosa, basta retirar o standart e colocar o soft. Só isso? Sim, uma simples troca de plugues, e o mesmo para aquele terreno duro. Incrível não, ela vem com esses três mapas no pacote!


Eu adorei, afinal de contas, a KX 450F vem oferecendo a cada ano peças que encontramos nas motocicletas oficiais, como os grafos dianteiros da suspensão com banho especial para minimizar o atrito, e aros na cor preta. Falando nisso, registre os parafusos do motor na cor azul, como na moto de Ryan Villopoto, campeão deste ano do supercross, motocross, Nações e Monster Cup, sendo que vale a pena lembrar, que o piloto americano conquistou os três últimos eventos com essa motocicleta - isso mesmo, ele correu com a 450F 2012.


Resumindo, as mudanças foram nos plásticos, como nova aletas dos radiadores (sem aqueles furos esquisitos) e number-plates e para-lama traseiros, novo tanque de combustível (menor, diminuindo a sua capacidade em 1,6 litros - dá para acreditar?), novo chassi, com pedaleiras reajustáveis (legal) em 5mm para cima ou para baixo, novo motor com molas da embreagem mais rígidas, novo pistão e anéis, nova camara de admissão, nova caixa de câmbio com quatro garfos (antes era três) para melhor engate, novo sistema de escapamentos com a curva e silencioso mais curtos ( a fábrica informa que o motor atinge 55,5 cv a 8 mil rpm, e os "quesitos" eletrônicos, como o controle de largada e os plugues extras. Eu poderia dizer que poderiam mudar também as suspensões, e utilizar o mesmo sistema da KX 250F, o SSF, em que um garfo possui somente mola e no outro óleo, e também poderia ter uma partida elétrica. Tudo bem, quem sabe no futuro!


Este é um resumo do que podemos encontrar na nova KX 450F, e agora precisamos ver se tudo isso deu resultado, se tornou essa motocicleta incrível, afinal de contas, como disse, ela também venceu o supercomparativo (confira matéria nesta edição), provando que se sua antecessoria é boa, esta nova ficou melhor.


Nós já apresentamos um teste exclusivo na edição 191, realizado pelo nosso colaborador nos Estados Unidos, e agora vamos acelerar a nova KX 450F em terras brasileiras. Para eese árduo trabalho, procurando conhecer o comportamento deste modelo, contamos com a colaboração de dois pilotos, na verdade dois Rafael, primeiro Rafel Ramos, campeão brasileiro de supercross, e de Rafael Augusti Cerri, 21 anos, piloto de nível intermediário, ou seja, dois extremos para poder avaliar o desempenho da campeã do novo "shootout" da Dirt Action.


 


IMPRESSIONANTE!


Esta poderia ser a palavra para sintetizar a performance desta moto pelo nossos pilotos de testes. “De cara você gosta do que vê, a KX 450F 2012 é linda, com o seu tradicional verde, suas linhas modernas e com design de muito bom gosto. A primeira impressão foi que a moto ficou mais "fina" e pequena, dando a entender que ela é fácil de pilotar e bem equilibrada. E isto se mostrou correto já nas primeiras voltas.


A moto que testamos estava na programação original de ignição e injeção, das 3 opções oferecidas pela fábrica. O motor é muito progressivo, e apesar da sua força, a forma que ela é entregue é passada para o chão no momento da aceleração, deixa a moto andar facilmente sem complicar o piloto. Com força em todos os giros de uma forma sempre suave e linear, principalmente durante as curvas, em aceleração baixa para média. A moto parece também ter menos freio motor, sendo que as chegadas nas curvas tendem ser mais rápidas pelo fato de não apresentar essa redução como em outras motocicletas, dando a impressão que sempre está andando mais facilmente.


Apesar da pedaleira estar na posição mais baixa e senti uma distância curta entre a pedaleira e o topo do banco, mas acabei me  acostumando com o posicionamento, e caso você prefira aumentar essa distância, basta realizar essa regulagem.


A moto tem muita regulagem, altura de pedaleira, posição de Guidão, suspenção, injeção/Iginição e isso com certeza se aplica a adaptação de qualquer piloto, sendo iniciante ou profissional, alto ou baixo, pesado ou leve.


Testamos o controle de largada, primeiro largamos sem acionar o sistema, e em seguida com ele. É muito simples, basta segura o botão por uns três segundo, e o LED começa a piscar e para, avisando que ele foi acionado. A diferença é sentida, você percebe que ela sai com o motor mais linear, ela não patina ou sai de lado, é bem interessante o seu funcionamento.


As suspensões, mesmo originais, são firmes e bem progressivas, penso que poucos acertos poderiam ser feitos em uma preparação.


Quanto aos freios, gostei, nada de especial, mas eficientes, dando muita segurança quando acionados.


Realmente gostei muito da nova KX 450F, tenho certeza que pilotos de qualquer nível vão se dar muito bem com ela.” Afirmou Rafael Ramos.


Quanto ao outro Rafael, ele comentou – “Com a mudança do chassi ela esta mais fina, estreita e com isso melhor nas curvas e com a sensação de estar mais leve.


A suspensão é firme e progressiva, mesmo em se tratando de uma motocicleta sem qualquer preparação. Vale destacar que mesmo zerando alguns pulos ela não “deu curso final”. O conjunto de suspensão é bem equilibrado, trabalha bem em todos os pontos das pistas, com pequenos e grandes buracos. 


Nos saltos você se sente seguro e a impressão de ser leve também deixa você mais a vontade nesses obstáculos. Ela é tão confortável que arrisquei até umas manobras nos saltos.


O motor entrega potência suavemente, penso que qualquer um vai andar com ela facilmente, mas quando você enrola o cabo, ela quer sair de baixo, ele manda muita força em alta, mas como disse, de uma forma bem progressiva.


Os freios trabalham bem, principalmetne o dianteiro, sendo o traseiro normal, nada de especial, mas com um funcionamento a contento, No conjunto eles foram bons, dando muita confiança nas entradas de curvas, oferecendo condições de você retarder bem a frenagem.” Finalizou.


OK, a KX 450F venceu o supercomparativo nos dois últimos anos, e ganhou novamente neste ano, para contribuir, venceu tudo nos Estados Unidos (e Europa, com o Nações), então tem curriculo de sobra. Mas todos que andaram com ela, seja nosso colaborador internacional, como nossos pilotos de testes, gostaram do que viram e sentiram. Como dissemos, fica difícil concorrer com ela, pois além de oferecer boa dirigibilidade, força, ela foi o modelo de 450 cilindradas que mais trouxe novidades, e algumas eletrônica, tudo o que desejamos. E para nossa felicidade ela já está disponível no mercado nacional, basta procurar uma loja da Kawasaki, o preço? São um pouco mais de 33 mil reais. Então se você gosta de novidade, e tecnologia, a KX 450F é a moto do momento, mas vale a pena lembrar que a fábrica nacional trouxe poucas unidades, então corra, literalmente!


 


 


 


 


 

Fotos
Ela recebeu um novo visual  
Celestino Flaire Jr.  
Rafinha acelera a nova KX 450F  
Celestino Flaire Jr.  
O plugue estandart, considerado o ideal para iniciantes  
Celestino Flaire Jr.  
O controle de largada, muito eficiente.  
Celestino Flaire Jr.  
Um novo chassi e motor na Kawa 2012  
Celestino Flaire Jr.  

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