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Comparativo 450cc 2010
 

  
  
15/03/2010


Depois do lançamento da Yamaha 450cc, totalmente “radical” com seu motor invertido, muita gente queria saber como ela se comportaria. Na edição 169, apresentamos o seu primeiro teste e ela impressionou. Agora chegou a hora de compará-la com as adversárias, que podemos chamar de “tradicionais”, com seu motor “comum”. Infelizmente, a Suzuki ficou de fora novamente em virtude do modelo 2010 não ter sido entregue às concessionárias, o que deve acontecer agora em fevereiro. Assim, fomos obriga­dos a realizar o comparativo sem o modelo desta marca.


 


As adversárias


A Yamaha YZ 450F e a Kawasaki KX 450F foram apresentadas nas edições anteriores. A YZF é totalmente nova, motor (invertido), chassi, caixa de filtro de ar (agora na parte dianteira, em frente ao tanque), suspensão... Resumindo, tudo novo. A KXF recebeu “poucas” novidades (pistão, atualizações na injeção, acerto na suspensão, etc.), mas significativas, já que o modelo 2009 havia apresentado grandes mudanças (motor, chassi e plásticos).


No caso da Honda, que também recebeu grandes mudanças no modelo anterior, ganhou por parte dos engenheiros certa atenção a alguns detalhes que decidiram corrigir: acertos na suspensão, amortecedor de direção mais firme, remapeamento da ECU, novo sistema de injeção e outros pequenos ajustes.


Já a KTM 450 SX-F, assim como a Kawasaki, recebeu pequenos melhoramentos e refinamentos, sendo que a maior mudança ocorreu no chassi, visando melhorar a ergonomia da motocicleta. Na lista de novidades estão novo cachimbo, pistão e anéis, rema­peamento da ignição e outros, mas não podemos esquecer que ela tem uma grande vantagem sobre suas adversárias, a desejada partida elétrica.


 


Os privilegiados


Para reallizar essa dura tarefa, contamos com os pilotos Rich Taylor (sênior), Pat Foster (pró), Brendan Lutes (pró) e Bret Milão (intermediário). Uma equipe com todos os níveis de pilotagem, para tornar o comparativo o mais coerente possível.


Este teste foi realizado pelos nossos colaboradores nos Estados Unidos, utilizando as pistas de Cahuilla Creek MX Park, Perris Raceway, Starwest MX Park, Racetown 395, Zaca Station MX e a nova Pala MX Motor Park.


 


Comportamento


A seguir apresentamos um resumo da opinião dos pilotos sobre o desempenho dessas motocicletas em alguns itens de destaque. Confira:


Motor – Com bastante potência, mas sem perder baixa e média, a Kawasaki apresentou o melhor desempenho neste item. As respostas são instantâneas e possui grande torque, mas sem assustar o piloto, contrário ao modelo anterior.


A Honda vem na sequência, com um motor forte e progressivo. O novo modelo CRF apresenta um motor mais suave. Não oferece a potência da Kawasaki, mas impressiona.


A Yamaha apresenta um motor revolucionário, forte em baixa e média, mas que, segundo os pilotos de teste, ficou devendo na alta. 


Sendo a única motocicleta testada que mantém o “antigo” carburador, a KTM mostrou um motor que demora uma pouco para  res­ponder, apesar disso não significar que ele não seja forte, pelo contrário, impressionou todos os pilotos em alta rotação. Além disso, o novo câmbio de cinco marchas deixou todos entusiasmados, sem esquecer da maravilhosa partida elétrica e embreagem hidráulica.


Suspensão – Novamente a Kawasaki foi a que mais impressionou neste item, com sua suspensão mais equilibrada. Ela inspira confiança e é previsível em qualquer condição de pista.


Em segundo ficou a Yamaha, que também apresentou uma suspensão eficiente. Principalmente em trechos esburacados, ela brilha como nenhuma outra. 


No caso da Honda, os pilotos acharam que a motocicleta passa maior sensação de leveza e é extremamente manobrável no ar e na pista, enquanto que a KTM também foi destaque, provando que ela não deve nada para as máquinas japonesas.


Geral – Vamos citar agora os prós e contras desses modelos:


• A tampa da embreagem anodizada da KXF se desgasta rapidamente, dando aquele ar de moto velha.


• A CRF permanece como a única da classe a ser equipada com amortecedor de direção. 


• Os painéis texturizados das aletas dos radiadores e number plates traseiros da YZ prejudicam a colagem de gráficos. 


• A KTM é a única dos modelos que não possui injeção eletrônica, mas em compensação possui embrea­gem hidráulica e partida elétrica. Ela também oferece manopla especial da marca britânica Renthal, as melhores.


• O posicionamento do guidão da Yamaha foi o que mais chamou a atenção, muito confortável. 


• As aletas dos radiadores da KTM se enroscam facilmente nas botas dos pilotos. 


• A Kawasaki tem a espuma de banco mais macia, enquanto que a KTM tem a mais rígida. 


• A KTM é a melhor moto para o serviço de manutenção do filtro de ar. 


• O filtro de ar da Yamaha permanece mais limpo do que esperávamos, considerando seu tamanho e local. 


• A YZ 450F é a mais alta motocicleta dos modelos testados. O sistema de admissão fica entre as suas pernas e dá para ouvir todo o ruído do motor. 


• É preciso uma grande fonte de calor, paciência, um toque especial e a bênção de vários padres para instalar com êxito o adesivo do número no number plate traseiro direito da YZ. 


• As pequenas pastilhas de freio traseiro da Honda se desgastam rapidamente, especialmente para os pilotos que costumam arrastar a roda traseira na frenagem. 


 


Veja matéria completa na edição 173




texto: Celestino Flaire Jr.  I  fotos: Ayako Sports


Fotos
  
  
  
  
  
  
  
  

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