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OS SEGREDOS DA REVOLUCIONÁRIA YZ 450F 2010
 

  
Celestino Flaire Jr.  
09/03/2010


Ninguém pode negar que a Yamaha surpreendeu a todos quando apresentou sua nova 450cc, já que provocou um “tititi” na imprensa e no mercado nunca antes visto. Todos apostavam que ela iria apresentar seu novo modelo com inje­ção eletrônica, mas antes da sua apresentação, que teve um certo atraso (talvez proposital), a internet passou a distribuir imagens de um projeto “maluco”, onde a nova YZ 450F apre­sentava um motor revolucionário, “invertido” (rotação de 180º no eixo vertical) se comparado com os atuais, com a admis­são recebendo o ar frontalmente e a saída do escape locali­zada na parte traseira do motor.


Aquilo virou uma febre. Muita gente acreditou na informação, outros pensaram que era um trote, alguma brincadeira desses internautas malucos. A Yamaha aproveitou o momento e colocou no site YouTube, um vídeo com seu garoto propaganda James Stewart brincando com outras celebridades e pilotos da marca sobre as possíveis novidades na YZ 450F 2010. Isso só aumentou a curiosidade, talvez como nunca antes tinha sido visto em um lançamento de motocicletas de motocross. Então, mais mistério.


Como anunciado, finalmente no dia 8 de setembro de 2009 a Yamaha apresentou a sua nova 450cc, que era exatamente igual àquele “projeto maluco”, provando que a fábrica tinha decidido inovar novamente com uma motocicleta revolucionária.


Nós fomos a primeira revista no planeta a apresentar o primeiro teste com essa moto, graças ao nosso colaborador internacional – e ela foi muito bem naquele primeiro contato, provando que a fábrica revolucionou e não errou.


 


Novidade high-tech


O motor revolucionário do novo modelo da Yamaha “perdeu” uma válvula: possui agora apenas quatro. Falando nele, não podemos esquecer que essa “troca de posições” (sem malícia) entre admissão e escapamento levou os engenheiros da fábrica a mexer no cilindro, que foi “jogado para trás” (está inclinado por 8,2º, mais de 12º se comparado com o modelo 2009). Assim, surgiu um visual fora dos padrões. Isso permitiu também uma maior concentração de massas em movimento numa posi­ção mais central. Ainda no motor, o eixo do virabrequim foi des­locado em relação ao do pis­tão. Agora, no momento da com­bustão, por exemplo, o movimento de descida do pistão é favorecido, solucão que mini­miza o atrito deste nas paredes do cilindro e melho­ra a resposta do motor.


Todas essas “loucuras” garantiram a potência de 52,6 cv, maior que o modelo anterior, que tinha 49,5 cv.


Mas não foi somente o novo motor que chamou a atenção, a cai­xa de filtro de ar foi realocada para a parte da frente, abrindo um bom espaço para o escapamento na traseira da moto – a caixa está na frente do tanque do combustível. A solução difere total­mente dos padrões normais, pois há quanto tempo vemos a caixa do filtro de ar na parte traseira das motocicletas? Com isso, o tanque foi fixado um pouco mais para trás do que o normal.


O escapamento possui uma curva alucinante, batizada de “Tornado System”, além de um pequeno “bomber”. Isso obrigou a fábrica a redesenhar seu amortecedor traseiro, que recebeu um novo reservatório de nitrogênio, agora na posição horizontal.


Mas as novidades não param por aí: o chassi é novo, com berço duplo, como suas concorrentes japonesas, oferecendo maior rigidez e mais maneabilidade, principalmente nas curvas.


A maioria das mudanças pode ser considerada “coisas do outro mundo”, como diria minha avó, mas com elas o modelo com certeza ganharia o “Oscar” de moto revolucionária do ano, talvez da década.


A Yamaha mudou tanto a sua 450cc, que é mais fácil falar o que foi mantido do modelo anterior, e a resposta é rápida: somente as rodas e os freios. O resto é tudo novo.


Tudo isso custou um pouco mais de peso: a nova YZ 450F agora tem 111 quilos, pouco mais de 3 kg a mais que a ante­cessora.


Mas nós já apresentamos essas e as outras novidades na edi­ção 169, num teste realizado nos Estados Unidos por quatro pilotos e, posteriormente, no comparativo das 450cc (edição 173), onde a nova Yamaha acabou levando o segundo lugar, perdendo somente para a Kawasaki.


Agora, pela primeira vez desde o lançamento da Dirt Action, nós recebemos a motocicleta direto das mãos da Yamaha Brasil. E não poderíamos perder a oportunidade de realizar um teste mais completo e com mais detalhes sobre a nova YZ 450F. Vamos “viajar” nesta motocicleta para desvendar mais alguns segredos. Siga a gente:


 


Conhecendo a nova YZ 450F


Como regular a Yamaha – Para isso basta utilizar o GYTR (Genuine Yamaha Technology Racing) Power Tuner, que no Brasil vem junto com a motocicleta e é bem mais simples de ser usado do que os sistemas das concorrentes. Não é neces­sário uma bateria e nem de um notebook, o aparelho da Yamaha mais parece um “joystick” do jogo Playstation ou até mesmo um iPod: basta apenas conectá-lo em sua Yamaha e começar a “viajar”. Para o seu funcionamento são necessárias somente duas pilhas AA.


Com ele você pode regular a sua Yamaha, tornando o motor mais suave (mapa 1), mais forte (mapa 2) ou progressivo (mapa 3): só depende do seu estilo de pilotagem e da pista.


Além de regular a motocicleta, ele também possui a função de monitoramento, onde você pode acompanhar a rotação, a tempe­ra­tura do motor, a temperatura da água do radiador, pressão atmosfé­rica e posição do acelerador, além de fornecer o tempo de horas de uso da motocicleta e diagnóstico de possíveis problemas. Para vocês terem uma ideia do seu funcionamento e praticidade, utilizamos alguns mapas de regulagem neste teste que podem ser conferidos mais tarde, no item comportamento.


Limpeza do filtro – Com a mudança da caixa do filtro para a parte dianteira da motocicleta, em frente ao tanque e acima dos radiadores, vem a pergunta: como remover o filtro de ar para a limpeza? Nos modelos “tradicionais” japoneses, somente são retirados os dois para­fusos do banco, mas no caso da nova YZF o trabalho é maior. Você precisa retirar seis parafusos (dois do banco, dois do tanque e dois da tampa do filtro) e levantar o tanque de combustível. Uma das dificul­dades é justamente essa, você vai ter que segurar o tanque enquanto retira e recoloca o filtro. Resumindo é uma coisa do outro mundo, mas a gente acaba se acostumando (será?).


Aletas dos radiadores – Ao contrário das concorrentes, as novas aletas apresentam um desenho bem diferente e são divididas em duas peças, sendo que as partes superiores são utilizadas como coletores de ar. São mais grossas e possuem um desenho um pouco diferente. Acreditamos que isso possa ocasionar uma dificuldade maior na lim­peza dos coletores, pois imagine em treinos e provas na lama ou de muita poeira, quando for obrigado a limpar os coletores. 


Leia o teste completo na edição 174 da revista Dirt Action


Texto: Celestino Flaire Jr.


Fotos: Johanes F. Duarte


Fotos
  
Johanes F. Duarte  
  
Johanes F. Duarte  
  
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Johanes F. Duarte  
  
Johanes F. Duarte  
O piloto Philemon Vareda testando a nova moto  
Carol Sarto  
  
  
  
  

Últimos comentários deixados

29/03/2014 - 15:47 - michel frota
TENHO UMA YZ450 ANO 2010 POREM MORO EM RIO BRANCO AC MAIS NENHUMA OFICINA TEM O APARELHO PRA FAZER A REGULAGEM VCS PODE MIM AJUDAR

10/07/2014 - 10:50 - Yuri
Parceiros,moro em uma pequena cidade no norte de minas,um amigo meu comprou uma yz450 2010,ele tá apanhando na moto,ela tá na pilotagem arisca,embora ele tenha o computador,não está querendo arriscar a regulagem e danificar o equipamento...tem alguma dica que posso dar p ele mudar a regulagem para uma tocada mais mança?Obrigado! Abraços!!!

18/11/2015 - 21:07 - Jonas
Tenho um computador da injeção eletrônica da Yzf para vender. Quem tiver interessado pode entrar em contato pelo e-mail Jonas.max@me.com


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