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Teste - Kawasaki KX 250F 2013
 

  Tudo novo na KX 250F 2013
Ayako Sports  
06/11/2012

 


Vale lembrar que a motocicleta vem conquistando títulos no campeonato americano com a poderosa equipe Pro Circuit/Monster Energy/Kawasaki, sendo que na temporada passada garantiu o primeiro lugar no motocross 250cc, com o escocês Dean Wilson, sem esquecer o título do Supercross, com o americano Broc Tickle.


Mas, além de melhorar sua performance (item que será abordado mais tarde), destaque para o seu visual totalmente modificado, com novos plásticos e “a cara” da KX 450F, que a deixaram muito mais bonita e com um visual agressivo, sendo que o number-plate e o para-lama dianteiros são novos, também modificados na 450F.


Voltando para as demais mudanças, vamos resumir as principais. O motor recebeu um novo cilindro, pistão de alta performance, bem como novo cabeçote, associado a uma curva do sistema de escapamento mais curta, que além de reduzir o som, melhora as respostas em alta. Vale destacar a nova caixa de filtro de ar, cujo duto acomoda o segundo (novo) injetor, para melhores respostas. 


A nova 250F oferece três plugues pré-programados, semelhantes aos da 450F, que mudam o mapeamento: Standard, Soft e Hard, para diferentes tipos de terreno. Isto possibilita alterar drasticamente o fornecimento de energia com base na preferência do piloto e condições da pista numa questão de segundos.


Design mais fino e maior rigidez foram os principais temas focados no chassi 2013. Ele é 4 mm mais estreito entre os joelhos, com a posição do tanque de combustível mais baixo, melhorando o posicionamento e também com o objetivo de reduzir a flexibilidade e oferecendo mais estabilidade. A Kawasaki reforçou o chassi na caixa de direção e os suportes superiores do motor e aumentou o braço oscilante, tudo procurando oferecer mais maneabilidade na tocada da nova 250F.


Na suspensão Showa, foi mantido o sistema SSF, com um lado do garfo com óleo e o outro com mola, não oferecendo ainda o modelo a ar que vem na 450F 2013, que utiliza a Kayaba. E o diâmetro das bengalas foram aumentados para 48 mm, e receberam diversos ajustes e refinamentos.


E para os freios, novo cilindro mestre dianteiro, além de novas pastilhas, visando maior poder de frenagem e controle.


Mas essas mudanças poderiam melhorar o que já era bom? De cara, sim. Primeiro pelo seu novo visual, como disse, mais moderno e agressivo. E o posicionamento é impressionante. Mais estreita, você se encaixa na moto. E não é só isso, ficou mais ágil, mais maleável e inspira confiança nas mudanças de linhas, mesmo em curvas fechadas.


Os plugues pré-programados funcionam muito bem. Os testes foram iniciados com o Standard, que aparentemente se comportou melhor; já o Soft requer mudanças mais rápidas do câmbio para não chegar ao limitador; e o Hard tem uma entrega de potência mais suave, mas empurrando significativamente. 


Se o modelo 2012 era popular com base em seu potente motor, a 2013 defende esta reputação, mas traz muita versatilidade. Outro item que colabora nessas curvas é o novo tanque, mais baixo, como o banco, permitindo maior liberdade de movimentos.


O sistema de suspensão se comportou bem, sendo que alguns pilotos acharam o funcionamento firme, e é exatamente disso que eles gostam, sendo que os mais leves ou menos agressivos deverão “amaciar” o seu funcionamento.


Quanto aos freios, acharam que o traseiro poderia ser melhor; em compensação o dianteiro impressionou, talvez pelo seu novo cilindro mestre e pastilhas, com capacidade de frenagem visivelmente mais forte e com sensação progressiva, muito positiva.


Acompanhe a seguir as impressões do piloto de teste.


 


“Posso dizer com segurança que eu me senti mais confortável na nova Kawasaki do que já estive em uma 250F de série. E o motor é o mais forte que já acelerei. Adorei a capacidade de ajustar as características de potência com os plugues. A variação na entrega de potência é dramática!


Geralmente, as configurações das suspensões originais são muito macias para mim, mas o intervalo de ajuste oferecido pela suspensão dianteira, com funções separadas, permitirá para esta moto atrair a grande maioria de pilotos. A suspensão era ‘lisa’ e flexível sobre as costelas, mas substancialmente suficiente para absorver alguns grandes impactos com certa facilidade. 


Meu atributo favorito da KX250F tem que ser a ergonomia. O quadro estreito, banco mais baixo e as demais mudanças nos plásticos tornaram este novo modelo extremamente elegante e ágil. Adoro a forma de como é fácil transferir o seu peso dentro do espaço do piloto. Senti a necessidade de embreagem com molas mais duras e o freio traseiro foi médio, fora isso não houve muita coisa nesta moto para me queixar. Tive muito prazer em pilotar o modelo.”


Resumindo, acreditamos que nos últimos anos a KX250F ofereceu muita força e agilidade, um pacote global muito competitivo. Belo visual, motor forte, uma grande suspensão e muita maneabilidade, muitas qualidades que marcaram o modelo 2013. 


Não é só a potência notavelmente forte, mas a capacidade de adaptar a entrega para o seu estilo e condições da pista, oferecendo uma vantagem enorme que certamente será sentida. Será que a KX 250F conservará o seu título de melhor moto da categoria em 2013? Difícil dizer, mas definitivamente não decepcionou e, provavelmente, vai ser uma adversária dura.


 


Especificações


Motor: monocilíndrico, 4V, DOHC 


Cilindrada: 249cc


Injeção de combustível: Keihin DFI, 43 mm, duplo injetor


Ignição: CDI digital


Transmissão: cinco velocidades


Suspensão dianteira: Showa invertida, 48 mm, c/ ajuste de pré-carga


Suspensão traseira: Uni-Trak, Showa 


Freio dianteiro: disco semiflutuante, 250 mm


Freio traseiro: disco simples, 240 mm


Peso: 106 kg


Tanque de combustível: 6 L


 

Fotos
Um novo visual para a KX 250F  
Ayako Sports  
Uma moto ágil e forte  
Ayako Sports  

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