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BOTA SIDI CROSSFIRE
 

  
  
13/06/2012

 


Como o capacete, nos primórdios do esporte fora de estrada mundial, a bota era o segundo equipamento de segurança obrigatório para a prática. Inicialmente, o couro dominava a fabricação, tendo apenas um reforço (metal ou plástico) na canela. Mas o tempo foi mostrando para as fabricantes que este equipamento tinha que ser melhorado, para oferecer muito mais segurança e sem perder o conforto. Com o tempo, ela foi recebendo novidades, e o próprio design foi primordial para a sua evolução. Mas claro que o couro e o plástico se mantiveram, mas inseridos de uma forma um pouco diferente dos modelos antigos. 


 


Nos anos 70, as botas eram simples, como citado anteriormente, e por volta do final dos anos 80 e início dos 90 é que ela passou a receber uma atenção maior pelos técnicos, que buscavam oferecer aos seus produtos maior segurança e ao mesmo tempo mais conforto. De linhas simples, elas pularam para um desenho com diversos pedaços, mesclando couro e plástico. Os estudos foram se aprofundando, as botas evoluíram e, hoje, podemos usufruir de equipamentos muito mais confortáveis, mas com uma tremenda segurança. 


 


A preocupação com a anatomia foi fundamental para o desenvolvimento das botas. Onde realmente precisa ser resistente, onde precisa de mais articulação? Tudo é levado em conta, mas para isso as fábricas contam com equipamentos de última geração, analisando comportamento, resistência e várias outras variáveis para oferecer um produto com qualidade. Só como exemplo, a Alpinestars oferece o modelo Tech 10 com bota interna, novidades do mundo moderno.


 


A coisa foi tão longe, que hoje podemos utilizar uma bota pela primeira vez, sem precisar dar aquela "amaciada"; você se sente à vontade mesmo com um produto novo.


 


CARACTERÍSTICAS


A Itália é considerado o país das botas, será que o motivo é seu formato, que lembra o equipamento? Brincadeiras à parte, grandes fabricantes de botas são encontrados no país, como a Alpinestars, Gaerne e Sidi, entre outras. 


 


Vale lembrar que, recentemente, a Sidi comemorou 50 anos de existência. Ela começou produzindo botas para a prática dos esportes de montanha e, hoje, oferece produtos para outras modalidades, como bicicleta e motocicletas, tanto para o mercado street como off-road. E ficou famosa por patrocinar grandes nomes do motocross, como o belga Stefan Everts, dez vezes campeão do mundo, e mais recentemente o italiano Antonio Cairoli, que já acumula cinco títulos mundiais. No Brasil, a marca tem um novo representante, a Laquila, que pretende oferecer boa parte da linha da Sidi.


 


Um dos modelos da marca, o top da linha, é o Crossfire, que tem calçado o campeão Cairoli. Com ele a Sidi promete mais leveza (apenas 1.927 g), além de outros atributos, como design moderno e agressivo, e sistema especial de articulação de tornozelo, denominado Dual Flex, que permite movimentos para trás e para a frente, e apresenta ajustes para a panturrilha. Vale destacar que os calcanhares são moldados anatomicamente para maior proteção interna.


 


CONCLUSÃO


A bota Crossfire apresenta um visual moderno e um pouco diferente das concorrentes. Não possuir bota interna, mas calçá-la é muito fácil e de cara você sente que é confortável. Os fechos são reforçados e o travamento é rápido, preciso e seguro, e em nenhum momento apresentou destravamento. As tiras são longas, que facilitam a vida dos pilotos com panturrilha avantajada.


 


O movimento do sistema Dual Flex apresenta boa articulação, mas o parafuso lateral interno apresentou pequeno desgaste em contato com a motocicleta, mas nada que prejudicasse o comportamento da bota.


 


Seu desenho é estreito, de perfil fino e baixo, que contribui nos movimentos durante a pilotagem, além de não prejudicar as trocas de marchas - claro que você precisa regular os pedais conforme o seu gosto.


 


No modelo testado, em motocicletas com a curva do escapamento muito exposta, parte da proteção plástica superior chegou a derreter, mas o dano foi mínimo.


 


O solado mostrou ser resistente, mesmo quando utilizamos motocicletas com pedaleiras especiais com dentes mais afiados. As marcas deixadas não foram significativas. A resistência do solado é importante, afinal de contas, ninguém deseja um solado que dure pouco. A durabilidade foi marcante neste modelo.


 


Enfim, o modelo da fábrica italiana se mostrou confortável, seguro e durável, sendo que suas peças podem ser substituídas com o uso de apenas uma chave de fenda, facilitando a troca em caso de dano ou desgaste. E o preço se assemelha às concorrentes do mesmo nível, em torno de R$ 1.900,00. Então, se você procura uma bota importada que ofereça conforto e segurança, e pode pagar o preço, a Crossfire da Sidi é uma boa indicação.


 


 

Últimos comentários deixados

03/07/2013 - 11:30 - Alessandrocarillo@ymail.com
Tenho uma e realmente a bota é excelente ,gostaria de saber se existe no Brasil assistência técnica ou para trocar o solado?


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